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domingo, 22 de abril de 2012
o intruso estranho
"Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho,
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha
Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu
Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio
quarta-feira, 18 de abril de 2012
conexão pai e filho
É normal que o pai só se sinta pai a partir do momento em que pegar o filho no colo.
o tripé
O tripé pai+mãe+filho é um imagem que devemos ter sempre em mente e que resulta numa criança segura e completa.
A energia paterna é diferente da energia materna. Estas energias não são concorrentes. São complementares.
Atividades a três, com um astral harmônico é uma referência importante para a criança. Quando eu falar filho estarei me referindo tanto aos meninos como às meninas.
seu relacionamento com o pai do seu filho
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ainda que você não esteja morrendo de amores pelo pai de seu filho, lembre que, no mínimo por respeito, o foco é a criança.
Separe as coisas. Se o relacionamento não é tão “fluido” como você idealizava, a criança não tem culpa disso e não precisa carregar esse fardo, que é, no final das contas, algo que o cavalheiro e a dama devem resolver com respeito mútuo.
Pode ser desafiante localizar, mas o pai de seu filho possui virtudes, atributos que só ele tem. Identifique estes atributos e compartilhe da admiração destas virtudes com a criança.
Nunca fale mal do pai para a criança. Nunca. A criança precisa de referências positivas.
As referências negativas desfilarão em abundância e a vida se encarrega disso.
Mesmo que a criança identifique as “ mancadas” que o pai deu, mostre imediatamente algo que o pai da criança tem de bom ou fez de bom. Depois, em particular, sem a criança por perto, conte ao pai o que a criança viu e comentou sobre ele. Este feedback sincero e respeitoso (não fale com a mão na cintura e dedo apontando pro nariz do cavalheiro então!) ajuda bastante. Os pais costumam se preocupar bastante com a imagem que a criança tem deles.
auxiliando na conexão
A mãe pode e deve auxiliar para que a conexão do pai com o filho se estabeleça já no momento intra-uterino e se fortifique.
Na gestação, esta relação é ainda muito virtual ou “não-palpável”, mas se você perceber e mostrar ao seu cavalheiro que o narizinho que aparece na ecografia é igualizinho ao do papai, estará antecipando o processo. Mas tem que ser verdade, ou a coisa ainda se volta contra você. Quando o pai estiver distante, mostre uma foto onde seja fácil de identifica-lo e que ele esteja com cara boa, mostre pro bebê , sorria olhando nos olhos da criança e fale devagar, como quem dá uma boa notícia:
_"Papai Eduardo".
Mesmo que o pai não pergunte, compartilhe das novidades da criança, fale das pequenas conquistas e também das dificuldades e pontos a trabalhar que você tem identificado. Se possível, promova atividades agradáveis e que possam pai e filho ficar sozinhos, desenvolvendo uma cumplicidade sadia.
vamos a um exemplo prático
A mamãe percebeu que o menino de 3 anos estava mostrando receio de dormir no escuro.
Quando o papai chegou do trabalho, em particular ela contou a ele e montaram um plano:
O pai presente repetiu o processo por algumas noites seguidas e assim a coisa se resolveu.
leia também
não limpe o nariz na manga da camisa
hora de guardar os brinquedos

O tripé pai+mãe+filho é um imagem que devemos ter sempre em mente e que resulta numa criança segura e completa.
A energia paterna é diferente da energia materna. Estas energias não são concorrentes. São complementares.
Atividades a três, com um astral harmônico é uma referência importante para a criança. Quando eu falar filho estarei me referindo tanto aos meninos como às meninas.
seu relacionamento com o pai do seu filho
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ainda que você não esteja morrendo de amores pelo pai de seu filho, lembre que, no mínimo por respeito, o foco é a criança.
Separe as coisas. Se o relacionamento não é tão “fluido” como você idealizava, a criança não tem culpa disso e não precisa carregar esse fardo, que é, no final das contas, algo que o cavalheiro e a dama devem resolver com respeito mútuo.
Pode ser desafiante localizar, mas o pai de seu filho possui virtudes, atributos que só ele tem. Identifique estes atributos e compartilhe da admiração destas virtudes com a criança.
Nunca fale mal do pai para a criança. Nunca. A criança precisa de referências positivas.
As referências negativas desfilarão em abundância e a vida se encarrega disso.
Mesmo que a criança identifique as “ mancadas” que o pai deu, mostre imediatamente algo que o pai da criança tem de bom ou fez de bom. Depois, em particular, sem a criança por perto, conte ao pai o que a criança viu e comentou sobre ele. Este feedback sincero e respeitoso (não fale com a mão na cintura e dedo apontando pro nariz do cavalheiro então!) ajuda bastante. Os pais costumam se preocupar bastante com a imagem que a criança tem deles.
auxiliando na conexão
A mãe pode e deve auxiliar para que a conexão do pai com o filho se estabeleça já no momento intra-uterino e se fortifique.Na gestação, esta relação é ainda muito virtual ou “não-palpável”, mas se você perceber e mostrar ao seu cavalheiro que o narizinho que aparece na ecografia é igualizinho ao do papai, estará antecipando o processo. Mas tem que ser verdade, ou a coisa ainda se volta contra você. Quando o pai estiver distante, mostre uma foto onde seja fácil de identifica-lo e que ele esteja com cara boa, mostre pro bebê , sorria olhando nos olhos da criança e fale devagar, como quem dá uma boa notícia:
_"Papai Eduardo".
Mesmo que o pai não pergunte, compartilhe das novidades da criança, fale das pequenas conquistas e também das dificuldades e pontos a trabalhar que você tem identificado. Se possível, promova atividades agradáveis e que possam pai e filho ficar sozinhos, desenvolvendo uma cumplicidade sadia.
vamos a um exemplo prático
A mamãe percebeu que o menino de 3 anos estava mostrando receio de dormir no escuro.
Quando o papai chegou do trabalho, em particular ela contou a ele e montaram um plano:- ela daria o banho no menino
- colocaria ele na cama
- e o papai ficaria ao lado do menino passando ferramentas de coragem e acompanhando o adormecer
O pai presente repetiu o processo por algumas noites seguidas e assim a coisa se resolveu.
leia também
não limpe o nariz na manga da camisa
hora de guardar os brinquedos
segunda-feira, 16 de abril de 2012
permita que o pai seja pai
Niguém vai cuidar de sua criança como você.
Só uma mãe falando pra outra mãe pra saber o que é isso.
. mal alimentada, por que a criança disse que não queria e a coisa ficou por isso mesmo, rsrsrsrs
.com uma fralda que vazou porque foi mal colocada
. com o peito molhado porque não soube administrar o copo
Considere que o elo que os une foi fortalecido pela força da cumplicidade.
Considere que a energia que o cavalheiro compartilha com a criança é diferente da sua.
Estamos falando de energias complementares .
Energia de damas e energia de cavalheiros. Estas energias não são concorrentes.
Contou com o apoio do marido, que levaria o pequeno Paulo (6 meses) para dar uma volta:
- Acredita que o pai da criança saiu sem a bolsa (que tinha material para troca de fralda, roupa extra e mamadeira)? Mas levou a criança. Ufa!
Sim, isso é um horror, mas o fato é que a criança sobreviveu à tarde daquele sábado.
E a mamãe pôde pelo menos fazer as unhas e dar uma repaginada nos cabelos.
Mais um caso.
Outra mãe me contou que descobriu, no final da tarde de domingo, que o pai e o filho de 3 anos tinham se divertido a valer na ausência dela.
Perguntando detalhes, descobriu o único alimento que o pequeno tinha ingerido : um pacote de pipoca , daqueles cor de rosa.
Baixou a cabeça , foi pra cozinha e preparou rapidamente algo com mais “sustância“ para o pequeno, que cansado já estava quase adormecendo.
Precisava que o pequeno comesse urgente ou acordaria de madrugada com fome e isso não seria legal.
Apagado o incêndio ponderou que esse tipo de ” não-alimentação” não era a regra, era a excessão e por isso, o menino sobreviveria e que ela tinha passado um domingo revigorante.
E por fim...
Certa vez tirei alguns minutinhos para observar a movimentação no fraldário de um shopping movimentado.
Isso é um fato.
O instinto maternal escuta o que ninguém escuta.
Vê o que ninguém vê.
Está, na verdade , adiante do ver. Tem o dom do prever.Só uma mãe falando pra outra mãe pra saber o que é isso.
. mal alimentada, por que a criança disse que não queria e a coisa ficou por isso mesmo, rsrsrsrs
.com uma fralda que vazou porque foi mal colocada
. com o peito molhado porque não soube administrar o copo
Mas peço que considere o todo.
Considere que a criança e o pai pelo menos tiveram um momento só deles.Considere que o elo que os une foi fortalecido pela força da cumplicidade.
Considere que a energia que o cavalheiro compartilha com a criança é diferente da sua.
Estamos falando de energias complementares .
Energia de damas e energia de cavalheiros. Estas energias não são concorrentes.
Vou contar um caso.
Uma mãe me segredou horrorizada que numa tarde de sábado, programou um momentinho para si. Contou com o apoio do marido, que levaria o pequeno Paulo (6 meses) para dar uma volta:
- Acredita que o pai da criança saiu sem a bolsa (que tinha material para troca de fralda, roupa extra e mamadeira)? Mas levou a criança. Ufa!
Sim, isso é um horror, mas o fato é que a criança sobreviveu à tarde daquele sábado.
E a mamãe pôde pelo menos fazer as unhas e dar uma repaginada nos cabelos.
Outra mãe me contou que descobriu, no final da tarde de domingo, que o pai e o filho de 3 anos tinham se divertido a valer na ausência dela.
Perguntando detalhes, descobriu o único alimento que o pequeno tinha ingerido : um pacote de pipoca , daqueles cor de rosa.
Baixou a cabeça , foi pra cozinha e preparou rapidamente algo com mais “sustância“ para o pequeno, que cansado já estava quase adormecendo.
Precisava que o pequeno comesse urgente ou acordaria de madrugada com fome e isso não seria legal.
Apagado o incêndio ponderou que esse tipo de ” não-alimentação” não era a regra, era a excessão e por isso, o menino sobreviveria e que ela tinha passado um domingo revigorante.
E por fim...
Certa vez tirei alguns minutinhos para observar a movimentação no fraldário de um shopping movimentado.
São muitos papais dando conta do recado sozinhos. Temos uma nova geração de papais.
Eles trocam fralda, higienizam a criança (da maneira deles, mas tentam), aquecem mamadeira e tudo o mais.
De espaço para que o pai que existe dentro de seu companheiro floresça (mesmo que você já não esteja morrendo de amores por ele).
Perceba que eles não nascem prontos como você (rsrsrsr). Eles precisam de algumas instruções básicas e resumidas. Em geral os cavalheiros não gostam de longas e detalhadas explanações.
Sua criança merece. E pra te inspirar, recomendo o filme Duet - Vem Cantar Comigo ( com Gwyneth Paltrow, Huey Lewis ) que conta a estória da moça que encontra seu pai.

leia também:
quarta-feira, 11 de abril de 2012
a criança e a postura do esforço

Caso tenha dificuldade de plasmar à criança a postura de que é com esforço que se consegue as "coisas", preciso que incorpore este postura, antes de mais nada em você.
≪Era uma Vez um Rio
Era uma vez um rio - diz uma velha tradição oriental - que corria lentamente no seu cômodo leite de barro. Suas águas eram turvas e nelas viviam peixes da cor do chumbo que buscavam seu alimento no lodo.
Como era muito pouco profundo, nenhum ser humano ainda se tinha lembrado de fazer uma ponte sobre ele, conformando-se apenas em colocar algumas pedras no seu leito que improvisavam caminhos umidificados pelas lentas águas. Os animais dos bosques vagueavam pelos lugares menos profundos, revolvendo as entranhas do rio com as suas patas. Para beber iam ao lago mais próximo, porque as águas do rio eram escuras e cheiravam mal.
Mas o Deus Indra, que tudo vê, apiedou-se do Gênio do rio, pois sem ser tolo, comportava-se como tal, entorpecido pela inércia e comodidade, já acostumado a que pisassem o seu corpo, que era úmido e hediondo como uma víbora morta. Com o passar do tempo, o rio conformou-se com os caminhos mais suaves e evitava os declives violentos. Era mudo, feio e as belas Ondinas e Fadas dos ribeiros não se aproximavam dele, nem sequer para fabricarem os seus espelhos mágicos nas noites de Lua Cheia.
Um dos Servidores de Indra secou a terra à frente dele e levantou-a de forma que o obrigou a desviar-se. Ao princípio assustado, o velho rio começou a gemer, mas logo descobriu o prazer de saltar sobre as pedras e, com um rugido, abateu árvores e abriu caminho, saltando abismos e arremetendo contra enormes penhascos.
A sua água fez-se límpida ao filtrar-se através das areias e pedregulhos; o seu fundo voltou a ser de pedra e, às vezes, de metal, cujos veios brilhavam no seu leito como os ígneos látegos de Indra quando conduz os Maruts.
Do seu seio, outrora escuro e lôbrego, nasceu a espuma branca, pois esta não aparece se não houver luta, se não houver purificação.
Nele surgiram peixes coloridos que subiam o rio e nas suas margens foi deixando pequenas lagoas recortadas em belas rochas que arrebataram os Elementais das águas. Com o titilante reflexo das estrelas, as Ninfas fizeram os seus pentes mágicos e extraíram dos profundos remansos os espelhos encantados.
Os humanos já não o pisaram, mas elevaram arcos de triunfo sobre ele, a que chamaram pontes.
Os animais cruzavam-no nadando, e logo comentavam, limpos e brilhantes, a força do rio. Por fim, quando chegava à sua Mãe Ganga, era recebido com ovações pelas outras águas que a ele se abraçavam gritando de alegria.
E vendo tudo isso e outras coisas mais que não vos conto, Indra pensou em muitos seres humanos que não aproveitam as suas oportunidades e continuam a ser rios lentos e barrentos, carentes de valor e de glória. Então, duas lágrimas correm pelo seu rosto candente, e assim aparecem as nuvens, e tudo na natureza se torna cinzento, lamentando a estupidez humana.
≫
Profº Jorge Angel Livraga
domingo, 8 de abril de 2012
o que - e com quem - falar sobre seu filho
Você já recebeu uma visita inesperada em casa e precisou se desculpar pela bagunça como alguns brinquedos no chão ou uma pequena quantidade de louça na pia?
O visitante não teria sequer prestado atenção na bagunça se você não tivesse gasto seu tempo apontando para ela. Claro que todos nós temos uma parte da casa bagunçada de vez em quando ou sempre e não queremos que as pessoas vejam. No entanto, apontar para a bagunça, falando sobre isso acaba atraindo mais atenção e isso é o oposto do que desejamos.
Perceba que:
- A pessoa provavelmente não está preocupada com a desordem em seu espaço a menos que seja perigoso ou o afete de alguma forma;
- A pessoa pode até não perceber isso a menos que você mostre e chame a atenção para isso. Respire e gaste esse tempo falando sobre algo que você queira destacar em sua casa."

Mamãe e Simpatizantes, guardadas as proporções, peço que reflita sobre o que você fala sobre a sua criança (desde a fase intra-uterina) por aí.
Tem gente que fala sobre toda a "bagunça" na frente da criança, sublinhando o que não deve ser sublinhado.
Você vai me dizer:
_"Mas meu filho tem só 2 anos, não vai entender que falei para minha vizinha que ele fez cocô na calça e me deu um trabalhão para limpar"
Depois temos um adulto com problemas para eliminar seus "excessos" e não sabemos de onde vem isso.
Sua vizinha, colega de trabalho, atendente de supermercado, ... , não vai poder ajudar em nada no processo educacional de seu filho. Eu garanto isso pra você.
Quando alguém, que não é da equipe que atua diretamente com seu filho (professora, babá , avó, marido) perguntar como está seu filho, fale das coisas boas ou simplesmente sorria e diga:_"Tá tudo beleza!"
Independente de seu filho estar presente ou não.
Por outro lado, faça um constante contato , sem a presença da criança com todos os que têm relação constante e profunda com a criança. Torne este grupo um time . Promova um intercâmbio de informações. Trabalhem unidos na busca conjunta de resultados e progressos.
Mande, por exemplo um bilhetinho na mochila da escola contando como foi o dia da criança enquanto não esteve na escola. A professora poderá dar continuidade, enviando informações para mãe sobre as atividades, desempenho e dificuldades da criança. Assim, vida na escolinha e fora dela não fica como vidas paralelas e sim uma que complementa a outra.
terça-feira, 20 de março de 2012
como elogiar e como chamar a atenção
![]() |
| "Muito bom Rafael, você encontrou sua boca! Muito bom trabalho!" |
Sempre que elogiar, procure elogiar a tarefa e não a criança.
Existe uma diferença entre dizer "você é CAPAZ, ao invés de você é DEMAIS".
Por exemplo : "Muito bem Marina, você fez um bom trabalho saindo sozinha do bebê conforto!"
Ou seja, evite dizer : "Você é linda, ou você é inteligente, ou você é demais!"
Quando você elogia a criança, ao invés da tarefa, você cria espaço para a criança se achar demais e se bastar nisso, estagnar nisso.
Cria espaço para ela empinar o nariz, achar que já chegou à perfeição e que não tem mais nada para aprender, para desenvolver, para crescer.
Quando você elogia o trabalho ou a tarefa, a criança vai aos poucos captar a mensagem de que é com muito trabalho, com muito esforço, com muito uso da vontade que vai poder lapidar-se um ser humano melhor.
para chamar a atenção
Perceba também que para chamar a atenção o comando se inspira no que ela deve fazer e não, no que ela não deve fazer.
Um colaborador deu um bom nome a isso : "comando assertivo". Assim, dê ordens do tipo "ANDE devagar" ao invés de "NÃO corra".
Quando precisar chamar a atenção, evite falar o nome da criança.
"Menina, fique tranquila, a mamãe já está chegando." ou invés de "Marina, não chore!"
Use o nome da criança para os elogios e boas notícias. Assim, logo logo teremos uma princesinha que gosta do nome que tem.
![]() |
| "Parabéns Sofia, tocou a música muito bem!" |
Ao colaborador "assertivo" minha profunda gratidão.
É uma grande honra, um grande privilégio poder acessar sua maneira assertiva de educador.
É uma grande honra, um grande privilégio poder acessar sua maneira assertiva de educador.
quarta-feira, 14 de março de 2012
bebê: sobre estímulo, proteção, toque,shantala
A autora Tracy Hogg (Vide: bebê agora vem com manual) recomenda (e eu super concordo ) : evitar o excesso de estímulos, coisa que é tendência em nossa sociedade. A criança não precisa de tanta informação.
Música clássica é bom, mas, na maioria das vezes o silêncio é a melhor companhia.
Até pelo menos os 2 aninhos, super afaste o bebê da televisão (mesmo sem alcance visual). Proteja a criança.
Tracy fala também que pro bebê ficar calminho olhar uma parede branca já é uma atividade e tanto.
É importante respeitar o espaço do bebê. Quando tirar a roupa dele, pedir licença e dizer, "vou tirar sua roupa, dá licença." Ou "daqui a pouco vamos vestir o casaco para ir à rua". As crianças ficam mais calmas quando sabem o que vai acontecer depois e aí está o grande trunfo de ter uma rotina bem implantada!
O que eu também fazia: Sempre que o bebê estava quietinho, eu saída de fininho e quando ia pra dar uma espiadinha se estava bem, procurava não chamar a atenção para minha chegada.
Eu procurava proporcionar ao bebê contatos com a natureza como observar as nuvens do céu ( com a criança à sombra, é claro) ou o movimentar das folhas da árvore ao vento ou mesmo uma cortina de janela. Caso queira um pouco mais de ação, todos os animais (passarinho, cachorro, gato, peixe em aquário) são boa ideia também. Uma visita à um petshop já resolve este assunto, não é?
Também permitia que ele sentisse a vibração de todas as cores, assim, evitava vesti-lo sempre de azul.
E sempre olhava para ele nos olhos e sorria muito.
Permita que ela coloque os pés na terra, para sentir a textura e descarregar as energias. E isso serve para por pés e mãos na areia, nas pedras, na grama, etc. Antes de tirar o calçado, diga o que vai acontecer:
"O Bruno vai pôr o pé na terra"Em seguida, permita o silêncio. E quando for colocar o calçado novamente diga o que aconteceu:
"O Bruno colocou o pé na terra!"Além disso, é importante que a criança receba o toque da mãe por todo o seu corpinho. Não precisa ser shantala¹ basta pegar nos bracinhos e dizer "olhe que lindos braços!". Ou pegar na mão dela, com firmeza e suavidade ao mesmo tempo , olhar nos olhos e dizer "Mão!".
Note que não falamos nada no diminutivo para criança pois o desenvolvimento da linguagem dela, que já está super acontecendo, vai decorar primeiro o final das palavras e se todas terminarem com "inho", vai ficar mais difícil, não é?
Fale de maneira suave, devagar e como quem conta uma notícia boa, de maneira serena, entende?
Mesmo que não esteja apaixonada pelo pai do bebê, fale bem dele para a criança. Fale das virtudes deste cavalheiro. E se estiver longe, mostre a melhor foto que tiver dele e diga "Papai Silvio" e sorria.
Nunca rotule o bebê: "Você é um chato" ou "Você é um brabo", por mais astralizada que você esteja. Nunca fale de alguma dificuldade da criança na frente dela também.
Dona Lourdes, a educadora das educadoras - Escola Giordano Bruno de Curitiba - também me ensinou para não deixar que qualquer um pegue no seu bebê, principalmente nos pés, que é onde entra a energia ruim. Enfim, defenda o bebê.
Patricia Muller
____________
Dona Lourdes, receba meu sincero agradecimento.
A senhora trouxe luz para o caminho de muitas crianças!
- 1 Shantala
- é uma técnica de massagem descoberta por Frédérick Leboyer, e consiste num momento diário de afeto entre mãe e bebê/criança
cfme http://pt.wikipedia.org/wiki/Shantala
quarta-feira, 7 de março de 2012
a criança me dá tapas, arquea o corpo pra tráz, bate o pé
Pois é, para mostrar insatisfação, agora a criança tem mais ferramentas que chorar/berrar. Rsrsrs...
De início, costuma resolver se você conseguir entender o que irrita a criança, para ela se manifestar assim e antes de acontecer novamente (por que depois, não conseguiremos resultados, nas terras do Sr. Descontrole), acolha a criança para perto de você, diga algo como:
"olha eu sei que quando acontece isso, você não gosta, mas procure ficar calma, a mamãe está aqui com você".
Se a coisa seguir sem sucesso, compartilho o que aprendi com a excelente professora do Centro de Educação Infantil Giordano Bruno (Curitiba - PR), Andrea Assumpção , quando meu pequeno estava numas de me bater no rosto no auge de seus 2 aninhos.
A instrução é simplicidade e firmeza:
Querida Andrea Assunção,
Receba meu agradecimento sincero.
Patricia Muller
De início, costuma resolver se você conseguir entender o que irrita a criança, para ela se manifestar assim e antes de acontecer novamente (por que depois, não conseguiremos resultados, nas terras do Sr. Descontrole), acolha a criança para perto de você, diga algo como:
"olha eu sei que quando acontece isso, você não gosta, mas procure ficar calma, a mamãe está aqui com você".
Se a coisa seguir sem sucesso, compartilho o que aprendi com a excelente professora do Centro de Educação Infantil Giordano Bruno (Curitiba - PR), Andrea Assumpção , quando meu pequeno estava numas de me bater no rosto no auge de seus 2 aninhos.
A instrução é simplicidade e firmeza:
- Segure a mãozinha da criança antes de encostar em você.
- Olhe bem nos olhos da criança, de maneira séria (não é hora para simpatias nem sorrizinhos pois você aplicará o que chamo de "NÃO verdadeiro").
Se a imagem ajuda a inspirar: lembre de como a cachorra mamãe rosna grosso quando o filhotinho, com os dentinhos nascendo, morde por engano o bico do seio dela.
- Diga uma única frase curta e direta (e não a fique repetindo como um mantra¹, diga uma vez só) como por exemplo:
" Não, eu não quero que você faça isso!"
- Não agrade a criança na sequência. Permita que, em silêncio, que ela sinta o reflexo do acontecimento em todo o seu ser.
- Não fique zangada com a criança. Ela está aprendendo e cabe a você fornecer ferramentas pra isso.
- Repita todo este procedimento até a criança mudar sua postura diante das frustações.
Querida Andrea Assunção,
Receba meu agradecimento sincero.
Patricia Muller
- 1 : mantra
- palavra ou expressão que se pronuncia repetidamente e que visa alcançar um estado de relaxamento, contemplação e meditação.
cfme http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx?pal=mantra
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