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quarta-feira, 11 de abril de 2012

a criança e a postura do esforço



Caso tenha dificuldade de plasmar à criança a postura de que é com esforço que se consegue as "coisas", preciso que incorpore este postura, antes de mais nada em você.


≪Era uma Vez um Rio
Era uma vez um rio - diz uma velha tradição oriental - que corria lentamente no seu cômodo leite de barro. Suas águas eram turvas e nelas viviam peixes da cor do chumbo que buscavam seu alimento no lodo.

Como era muito pouco profundo, nenhum ser humano ainda se tinha lembrado de fazer uma ponte sobre ele, conformando-se apenas em colocar algumas pedras no seu leito que improvisavam caminhos umidificados pelas lentas águas. Os animais dos bosques vagueavam pelos lugares menos profundos, revolvendo as entranhas do rio com as suas patas. Para beber iam ao lago mais próximo, porque as águas do rio eram escuras e cheiravam mal.

Mas o Deus Indra, que tudo vê, apiedou-se do Gênio do rio, pois sem ser tolo, comportava-se como tal, entorpecido pela inércia e comodidade, já acostumado a que pisassem o seu corpo, que era úmido e hediondo como uma víbora morta. Com o passar do tempo, o rio conformou-se com os caminhos mais suaves e evitava os declives violentos. Era mudo, feio e as belas Ondinas e Fadas dos ribeiros não se aproximavam dele, nem sequer para fabricarem os seus espelhos mágicos nas noites de Lua Cheia.

Um dos Servidores de Indra secou a terra à frente dele e levantou-a de forma que o obrigou a desviar-se. Ao princípio assustado, o velho rio começou a gemer, mas logo descobriu o prazer de saltar sobre as pedras e, com um rugido, abateu árvores e abriu caminho, saltando abismos e arremetendo contra enormes penhascos.

A sua água fez-se límpida ao filtrar-se através das areias e pedregulhos; o seu fundo voltou a ser de pedra e, às vezes, de metal, cujos veios brilhavam no seu leito como os ígneos látegos de Indra quando conduz os Maruts.

Do seu seio, outrora escuro e lôbrego, nasceu a espuma branca, pois esta não aparece se não houver luta, se não houver purificação.

Nele surgiram peixes coloridos que subiam o rio e nas suas margens foi deixando pequenas lagoas recortadas em belas rochas que arrebataram os Elementais das águas. Com o titilante reflexo das estrelas, as Ninfas fizeram os seus pentes mágicos e extraíram dos profundos remansos os espelhos encantados.

Os humanos já não o pisaram, mas elevaram arcos de triunfo sobre ele, a que chamaram pontes.

Os animais cruzavam-no nadando, e logo comentavam, limpos e brilhantes, a força do rio. Por fim, quando chegava à sua Mãe Ganga, era recebido com ovações pelas outras águas que a ele se abraçavam gritando de alegria.

E vendo tudo isso e outras coisas mais que não vos conto, Indra pensou em muitos seres humanos que não aproveitam as suas oportunidades e continuam a ser rios lentos e barrentos, carentes de valor e de glória. Então, duas lágrimas correm pelo seu rosto candente, e assim aparecem as nuvens, e tudo na natureza se torna cinzento, lamentando a estupidez humana.
≫
Profº Jorge Angel Livraga

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

a força do exemplo

oi queridos

compartilho de vídeo que fala da força do exemplo



http://www.youtube.com/watch?v=KFBKSLH3ZaM

veja também "hora de guardar os brinquedos"
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Rose Kadoya
receba meu agradecimento (e admiração) por ter compartilhado desta pérola conosco
Patricia

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

sobre a paciência

Descobri que...
...a paciência não é um “largar mão” da sua velocidade, algo próximo da desistência.
...é entender, e num passo mais avançado, respeitar a velocidade e o ritmo das coisas.
...é entender e respeitar a velocidade e o ritmo da Natureza.
...é a maneira mais veloz de se conseguir o melhor resultado que se pode obter.

Vou exemplificar...
Se você sonha em ter um lindo vaso de flores em sua sala, vale a pena "perder" tempo descobrindo em que lua é mais indicado plantar, a frequência com que deve regar (virtude da constância) e a quantidade de luz que a planta precisará.
Você pode até se afobar e dar um jeito de fazer florescer ainda no inverno, mas se quer a flor com todo o seu resplendor, cor e perfume, vai ter que esperar até a primavera.

Paciência é, no final das contas, humidade e respeito.
Humildade
para perceber que nem tudo vai acontecer na velocidade que você gostaria de impor
Respeito
para perceber que a Mãe Natureza tem velocidade própria e é a sabedoria manifestada. Se você estiver com ela, nada estará contra você!


Boa amiga Lilian Salaber, receba meu agradecimento pela sua paciência comigo.