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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

espaço para a criança desabrochar

Compartilho de perfil da Mamãe e Simpatizante que considera e que respeita a criança. 

Deixe de lado o que seria o tema principal do video,a discussão comer carne ou não.
Não é este o assunto que quero trabalhar nesse post.

Chamo a atenção para a serenidade da mãe.
Perceba o silêncio que ela proporciona.
Este silêncio preenche e, ao mesmo tempo, dá espaço para a criança.
Espaço de expressão, de manifestação.





Nossa tarefa é, no final das contas, isso.
Proporcionar espaço, clima e condições para que aflore, desabroche , para que venha à tona o que a criança tem de melhor.
Somos tutoras. Somos cúmplices.
_____________________________________________________

Agradeço à amiga, professora e semeadora do Mamãe e Simpatizantes que compartilhou deste vídeo com a gente.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

a toalha molhada sobre a cama e a hora de guardar os brinquedos

Sabe aquela coisa de hora de guardar os brinquedos?

Eu sei que parece mais fácil e rápido você mesma guardar e não enfrentar o bico que sua criança vai fazer.

Aqui vai!Se no fundo do teu coração faltam motivos pra trabalhar este lado na sua criança pense que:

. um dia esta criança tem bastante chance de se transformar naquele marido que esquece a toalha molhada em cima da cama

. um dia, quando você estiver na casa de repouso e seu filho, já grande, encontrar na rotina estressante de adulto um tempo para pra te visitar, com todo carinho te coloca no sol e... esquece de te tirar do sol.

Vamos lá!Mãos à obra!!Faça o que precisa ser feito.



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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ensinando o menino a gostar de dançar

Fui a um casamento no interior de Santa Catarina. Povo simples. Me chamou muito a atenção minha prima, que dedicou 4 ou 5 músicas na festa para "bailar" com seu filho.
O menino dava pela cintura dela, devia ter uns 8 anos. Era meio desajeitado, mas estavam curtindo, na medida do possível.

Quando pararam para descansar e sentaram em nossa mesa, ela me segredou:
- É a mãe que ensina o menino a gostar de dançar!
   Mais tarde, nem precisa ser bonito.

   Sabendo dançar, já consegue chegar na garota que quiser e tudo fica mais fácil.

Então Mamãe e Simpatizante, se você tem um menino, mesmo em casa, coloque uma música animada e mãos à obra!
 
 
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quinta-feira, 3 de maio de 2012

não limpe o nariz na manga da camisa






- Não limpe o nariz na manga da camisa!
Ralhou a mãe enfurecida.





De fato, ensinar as boas maneiras é um desafio.
Ao se colocar na pele da criança, vai descobrir que ela até entende que não deve limpar na manga da camisa, mas o nariz escorrendo incomoda e você não deu o comando "acertivo", o comando que diz como a criança deve fazer, como deve solucionar a questão.

Facilitará a vida da criança se , depois explicar pra criança o que não deve fazer, disser o que deve fazer, para dar o laço final como boa Mamãe e Simpatizante.

Na vida real, o texto fica assim:

- Menino, limpe o nariz no papel higiênico que tem no banheiro.
  Assim sua camisa continuará limpa!
  Quer que eu deixe um lencinho no seu bolso?

Perceba que nesta nova forma de passar a instrução, em momento algum usamos a palavra   NÃO.
Comando acertivo é isso: ênfase no que deve ser feito ao invés de enjaular a criança em vários NÃOs.

Finalize o processo elogiando a criança quando ela fizer certo.



leia também:
como elogiar e como chamar a atenção

domingo, 22 de abril de 2012

o intruso estranho



"Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho,
 recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador
 personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.

O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.

Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha
família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.

Meus pais eram instrutores complementares:

Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu
pai me ensinou a obedecer.

Mas o estranho era nosso narrador.

Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.

Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos
saber de política, história ou ciência.

Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!

Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.

Fazia-me rir, e me fazia chorar.

O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.

Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto
de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha
para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado
alguma vez, para que o estranho fosse embora).

Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o
estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.

As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos
em nossa casa? Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou
de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de
longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada
que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se
retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool.
Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os
charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo.
Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos,
e geralmente vergonhosos.

Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados
fortemente durante minha adolescência pelo estranho.

Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores
de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.

Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio
para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante
como era ao principio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais,
ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém
quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a
fazer-lhe companhia...

Seu nome?

Nós o chamamos:  Televisor...

Nota:

Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.

Agora ele tem uma esposa que se chama:  Computador

e um filho que se chama:  Celular! "

______________________

à mamãe Loriane, nosso agradecimento por compartilhar deste texto magnífico

quarta-feira, 18 de abril de 2012

conexão pai e filho

É normal que o pai só se sinta pai a partir do momento em que pegar o filho no colo.

o tripé

O tripé pai+mãe+filho é um imagem que devemos ter sempre em mente e que resulta numa criança segura e completa.

A energia paterna é diferente da energia materna. Estas energias não são concorrentes. São complementares.

Atividades a três, com um astral harmônico é uma referência importante para a criança. Quando eu falar filho estarei me referindo tanto aos meninos como às meninas.

seu relacionamento com o pai do seu filho

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ainda que você não esteja morrendo de amores pelo pai de seu filho, lembre que, no mínimo por respeito, o foco é a criança.

Separe as coisas. Se o relacionamento não é tão “fluido” como você idealizava, a criança não tem culpa disso e não precisa carregar esse fardo, que é, no final das contas, algo que o cavalheiro e a dama devem resolver com respeito mútuo.

Pode ser desafiante localizar, mas o pai de seu filho possui virtudes, atributos que só ele tem. Identifique estes atributos e compartilhe da admiração destas virtudes com a criança.

Nunca fale mal do pai para a criança. Nunca. A criança precisa de referências positivas.

As referências negativas desfilarão em abundância e a vida se encarrega disso.

Mesmo que a criança identifique as “ mancadas” que o pai deu, mostre imediatamente algo que o pai da criança tem de bom ou fez de bom. Depois, em particular, sem a criança por perto, conte ao pai o que a criança viu e comentou sobre ele. Este feedback sincero e respeitoso (não fale com a mão na cintura e dedo apontando pro nariz do cavalheiro então!) ajuda bastante. Os pais costumam se preocupar bastante com a imagem que a criança tem deles.

auxiliando na conexão

A mãe pode e deve auxiliar para que a conexão do pai com o filho se estabeleça já no momento intra-uterino e se fortifique.

Na gestação, esta relação é ainda muito virtual ou “não-palpável”, mas se você perceber e mostrar ao seu cavalheiro que o narizinho que aparece na ecografia é igualizinho ao do papai, estará antecipando o processo. Mas tem que ser verdade, ou a coisa ainda se volta contra você. Quando o pai estiver distante, mostre uma foto onde seja fácil de identifica-lo e que ele esteja com cara boa, mostre pro bebê , sorria olhando nos olhos da criança e fale devagar, como quem dá uma boa notícia:

_"Papai Eduardo".

Mesmo que o pai não pergunte, compartilhe das novidades da criança, fale das pequenas conquistas e também das dificuldades e pontos a trabalhar que você tem identificado. Se possível, promova atividades agradáveis e que possam pai e filho ficar sozinhos, desenvolvendo uma cumplicidade sadia.

vamos a um exemplo prático

A mamãe percebeu que o menino de 3 anos estava mostrando receio de dormir no escuro.

Quando o papai chegou do trabalho, em particular ela contou a ele e montaram um plano:
  • ela daria o banho no menino
  • colocaria ele na cama
  • e o papai ficaria ao lado do menino passando ferramentas de coragem e acompanhando o adormecer
Quando a mamãe entregou o menino ao pai no quarto, este logo promoveu um tour no local para que , enquanto a luz estava acesa, ele visse que não havia nada de diferente embaixo da cama, nem atrás da porta, nem sobre o armário. Passou tranquilidade e segurança à criança e antes de apagar a luz, pediu pro menino escolher um brinquedo amigo para dormir com ele. O menino escolheu uma espada de plástico verde (rsrsrsrs).

O pai presente repetiu o processo por algumas noites seguidas e assim a coisa se resolveu.



leia também

não limpe o nariz na manga da camisa

hora de guardar os brinquedos

segunda-feira, 16 de abril de 2012

permita que o pai seja pai

Niguém vai cuidar de sua criança como você.
Isso é um fato.
O instinto maternal escuta o que ninguém escuta.
Vê o que ninguém vê.
Está, na verdade , adiante do ver. Tem o dom do prever.
Só uma mãe falando pra outra mãe pra saber o que é isso.


O pai pode te devolver a criança :
. mal alimentada, por que a criança disse que não queria e a coisa ficou por isso mesmo, rsrsrsrs
.com uma fralda que vazou porque foi mal colocada
. com o peito molhado porque não soube administrar o copo


Mas peço que considere o todo.
Considere que a criança e o pai pelo menos tiveram um momento só deles.
Considere que o elo que os une foi fortalecido pela força da cumplicidade.
Considere que a energia que o cavalheiro compartilha com a criança é diferente da sua.
Estamos falando de energias complementares .
Energia de damas e energia de  cavalheiros. Estas energias não são concorrentes.


 Vou contar um caso.
Uma mãe me segredou horrorizada que numa tarde de sábado, programou um momentinho para si.
Contou com o apoio do marido, que levaria o pequeno Paulo (6 meses) para dar uma volta:
- Acredita que o pai da criança saiu sem a bolsa (que tinha material para troca de fralda, roupa extra e mamadeira)? Mas levou a criança. Ufa!
Sim, isso é um horror, mas o fato é que a criança sobreviveu à tarde daquele sábado.
E a mamãe pôde pelo menos fazer as unhas e dar uma repaginada nos cabelos.


Mais um caso.
Outra mãe  me contou que descobriu, no final da tarde de domingo, que o pai e o filho de 3 anos tinham se divertido a valer na ausência dela.
Perguntando detalhes, descobriu o único alimento que o pequeno tinha ingerido : um pacote de pipoca , daqueles cor de rosa.
Baixou a cabeça , foi pra cozinha e preparou rapidamente algo com mais “sustância“ para o pequeno, que cansado já estava quase adormecendo.
Precisava que o pequeno comesse urgente ou acordaria de madrugada com fome e isso não seria legal.
Apagado o incêndio ponderou que esse tipo de ” não-alimentação” não era a regra, era a excessão e por isso, o menino sobreviveria e que ela tinha passado um domingo revigorante.


E por fim...
Certa vez tirei alguns minutinhos para observar a movimentação no fraldário de um shopping movimentado.
São muitos papais dando conta do recado sozinhos. Temos uma nova geração de papais.
Eles trocam fralda, higienizam a criança (da maneira deles, mas tentam), aquecem mamadeira e tudo o mais.

De espaço para que o pai que existe dentro de seu companheiro floresça (mesmo que você já não esteja morrendo de amores por ele).

Perceba que eles não nascem prontos como você (rsrsrsr).  Eles precisam de algumas instruções básicas e resumidas. Em geral os cavalheiros não gostam de longas e detalhadas explanações.

Sua criança merece. E pra te inspirar, recomendo o filme Duet - Vem Cantar Comigo ( com Gwyneth Paltrow, Huey Lewis )  que conta a estória da moça que encontra seu pai.

leia também:
.conexão pai e filho

quarta-feira, 11 de abril de 2012

a criança e a postura do esforço



Caso tenha dificuldade de plasmar à criança a postura de que é com esforço que se consegue as "coisas", preciso que incorpore este postura, antes de mais nada em você.


≪Era uma Vez um Rio
Era uma vez um rio - diz uma velha tradição oriental - que corria lentamente no seu cômodo leite de barro. Suas águas eram turvas e nelas viviam peixes da cor do chumbo que buscavam seu alimento no lodo.

Como era muito pouco profundo, nenhum ser humano ainda se tinha lembrado de fazer uma ponte sobre ele, conformando-se apenas em colocar algumas pedras no seu leito que improvisavam caminhos umidificados pelas lentas águas. Os animais dos bosques vagueavam pelos lugares menos profundos, revolvendo as entranhas do rio com as suas patas. Para beber iam ao lago mais próximo, porque as águas do rio eram escuras e cheiravam mal.

Mas o Deus Indra, que tudo vê, apiedou-se do Gênio do rio, pois sem ser tolo, comportava-se como tal, entorpecido pela inércia e comodidade, já acostumado a que pisassem o seu corpo, que era úmido e hediondo como uma víbora morta. Com o passar do tempo, o rio conformou-se com os caminhos mais suaves e evitava os declives violentos. Era mudo, feio e as belas Ondinas e Fadas dos ribeiros não se aproximavam dele, nem sequer para fabricarem os seus espelhos mágicos nas noites de Lua Cheia.

Um dos Servidores de Indra secou a terra à frente dele e levantou-a de forma que o obrigou a desviar-se. Ao princípio assustado, o velho rio começou a gemer, mas logo descobriu o prazer de saltar sobre as pedras e, com um rugido, abateu árvores e abriu caminho, saltando abismos e arremetendo contra enormes penhascos.

A sua água fez-se límpida ao filtrar-se através das areias e pedregulhos; o seu fundo voltou a ser de pedra e, às vezes, de metal, cujos veios brilhavam no seu leito como os ígneos látegos de Indra quando conduz os Maruts.

Do seu seio, outrora escuro e lôbrego, nasceu a espuma branca, pois esta não aparece se não houver luta, se não houver purificação.

Nele surgiram peixes coloridos que subiam o rio e nas suas margens foi deixando pequenas lagoas recortadas em belas rochas que arrebataram os Elementais das águas. Com o titilante reflexo das estrelas, as Ninfas fizeram os seus pentes mágicos e extraíram dos profundos remansos os espelhos encantados.

Os humanos já não o pisaram, mas elevaram arcos de triunfo sobre ele, a que chamaram pontes.

Os animais cruzavam-no nadando, e logo comentavam, limpos e brilhantes, a força do rio. Por fim, quando chegava à sua Mãe Ganga, era recebido com ovações pelas outras águas que a ele se abraçavam gritando de alegria.

E vendo tudo isso e outras coisas mais que não vos conto, Indra pensou em muitos seres humanos que não aproveitam as suas oportunidades e continuam a ser rios lentos e barrentos, carentes de valor e de glória. Então, duas lágrimas correm pelo seu rosto candente, e assim aparecem as nuvens, e tudo na natureza se torna cinzento, lamentando a estupidez humana.
≫
Profº Jorge Angel Livraga

domingo, 8 de abril de 2012

o que - e com quem - falar sobre seu filho

Você já recebeu uma visita inesperada em casa e precisou se desculpar pela bagunça como alguns brinquedos no chão ou uma pequena quantidade de louça na pia?

O visitante não teria sequer prestado atenção na bagunça se você não tivesse gasto seu tempo apontando para ela. Claro que todos nós temos uma parte da casa bagunçada de vez em quando ou sempre e não queremos que as pessoas vejam. No entanto, apontar para a bagunça, falando sobre isso acaba atraindo mais atenção e isso é o oposto do que desejamos.

Perceba que:

  1. A pessoa provavelmente não está preocupada com a desordem em seu espaço a menos que seja perigoso ou o afete de alguma forma;
  2. A pessoa pode até não perceber isso a menos que você mostre e chame a atenção para isso. Respire e gaste esse tempo falando sobre algo que você queira destacar em sua casa."




Mamãe e Simpatizantes, guardadas as proporções, peço que reflita sobre o que você fala sobre a sua criança (desde a fase intra-uterina) por aí.

Tem gente que fala sobre toda a "bagunça" na frente da criança, sublinhando o que não deve ser sublinhado.

Você vai me dizer:

_"Mas meu filho tem só 2 anos, não vai entender que falei para minha vizinha que ele fez cocô na calça e me deu um trabalhão para limpar"

Depois temos um adulto com problemas para eliminar seus "excessos" e não sabemos de onde vem isso.

Sua vizinha, colega de trabalho, atendente de supermercado, ... , não vai poder ajudar em nada no processo educacional de seu filho. Eu garanto isso pra você.
Quando alguém, que não é da equipe que atua diretamente com seu filho (professora, babá , avó, marido) perguntar como está seu filho, fale das coisas boas ou simplesmente sorria e diga:

_"Tá tudo beleza!"

Independente de seu filho estar presente ou não.
Por outro lado, faça um constante contato , sem a presença da criança com todos os que têm relação constante e profunda com a criança. Torne este grupo um time . Promova um intercâmbio de informações. Trabalhem unidos na busca conjunta de resultados e progressos.

Mande, por exemplo um bilhetinho na mochila da escola contando como foi o dia da criança enquanto não esteve na escola. A professora poderá dar continuidade, enviando informações para mãe sobre as atividades, desempenho e dificuldades da criança. Assim, vida na escolinha e fora dela não fica como vidas paralelas e sim uma que complementa a outra.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

musica pra lavar a mão

As músicas ajudam muito na transição de uma atividade para outra.

Use sempre a mesma música.

É na repetição e na rotina estruturada que a criança se sente confortável para se desenvolver.

Transforme tudo numa brincadeira legal.

Lavar As Mãos
Arnaldo Antunes



Uma
Lava outra, lava uma
Lava outra, lava uma mão
Lava outra mão, lava uma mão
Lava outra mão
Lava uma

Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira
Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira
Lava uma (mão), lava outra (mão)
Lava uma, lava outra (mão)
Lava uma

A doença vai embora junto com a sujeira
Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira
Água uma, água outra
Água uma (mão), água outra
Água uma

A segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira
Na beira da pia, tanque, bica, bacia, banheira
Lava uma mão, mão, mão, mão
Água uma mão, lava outra mão
Lava uma mão
Lava outra, lava uma




Veja também o combinado - ferramenta para transição

sábado, 31 de março de 2012

fases da vida - para crianças

Por semanas a professora da turminha de crianças de 3 anos de idade estudou a vida de um tipo simples de peixe de água doce: o lebiste.

Articulou de modo a conseguir um aquário com água apropriado para colocar na sala de aula e finalmente conseguiu os peixinhos da maneira como imaginou: com algumas "peixinhas" grávidas.

Preparada, a professora já tinha, dentro do aquário, o lugar adequado para os ovinhos e tudo o mais. Enfim, tinha em sala de aula uma pequena maternidade do mundo aquático.

Por dias, junto com os olhos atentos das crianças, acompanharam a vida acontecer dentro daquelas paredes transparentes até que, finalmente, chegou o dia do nascimento. Foi motivo de muita alegria, os peixinhos nasceram!

O desafio agora era cuidar, limpar, alimentar e é claro, acompanhar!

Passado um final de semana, antes de abrir a escola, um dos funcionários percebeu que dois dos peixinhos adultos tinham morrido. Rapidamente retirou os "corpinhos" para que as crianças não presenciassem aquela cena horrível.

Chegando na sala, a professora deu por falta dos dois peixinhos adultos e descobriu o que aconteceu. Foi até a diretora da escola e conseguiu permissão para trabalhar com as crianças também o que tinha acontecido, mostrar que a morte também faz parte do Ciclo da Vida.

Mostrou então os pexinhos falecidos à turminha.
Uma das crianças foi logo explicando aos amiguinhos que o peixinho não estava mais ali. Só tinha ficado o corpo e que o peixinho de verdade tinha voltado a ser estrelinha no céu.


À Professora⁽*⁾ Priscila Rossi, receba meu reconhecimento e minha sincera gratidão. O seu trabalho faz do Centro de Educação infantil Giordano Bruno – Curitiba o lugar dos nossos sonhos!
* (o "P" maiúsculo é proposital)

sábado, 24 de março de 2012

hora de guardar os brinquedos

Quando começar

Assim que a criança pára sentada, mais ou aos menos 8 meses, já dá para colocar uma caixa (onde deve depositar a coleta) ao alcance da mãozinha dela.

Veja vídeo de criança guardando brinquedo aqui.

Como começar

Com leveza e desapegando de resultados imediatos. Elogiando qualquer intenção de colaboração.

Veja como elogiar a criança em Como elogiar.

A atividade de guardar ou organizar deve ser divertida para a criança.

Na Escolinha Giordano Bruno (em Curitiba), eles tem uma música própria que cantam par guardar os brinquedos. Com letra simples e que deve ser repetida até finalizar a tarefa de guardar. É importante usar sempre a mesma música.

Na verdade ,a música pode nos ajudar em quase tudo
  • anunciar que é hora do banho
  • anunciar que é hora de lavar a mão e ir pro lanche
  • etc.
A técnica  "dê o exemplo"

O adulto começa a cantar " Guarda ,guarda, guarda, bem direitinho" (veja vídeo abaixo) ao mesmo tempo em que começa a guardar os brinquedos quando percebe que conquistou a atenção da criança, a convida para a ajudar.

veja também "a força do exemplo"

Se a criança começa a ajudar, imediatamente recebe um "muito bom, Julia, você está ajudando a guardar os brinquedos!" e continua cantando a tal musiquinha.

No final elogia os que ajudaram "Julia e Matheus, vocês fizeram um bom trabalho me ajudando a guardar os brinquedos!"

Com o passar do tempo e o desenvolvimento da criança, podemos inserir da mesma forma outras atividades rotineiras como...
  • guardar o pijama
  • varrer a casa
  • organizar meias na gaveta
  • sapatos na prateleira
  • dobrar as roupas de cama
  • recolher o lixo, ... 
As crianças adoram quando se sentem úteis.




Ao Centro de Educação Infantil Giordano Bruno, este lugar dos nossos sonhos, meu profundo agradecimento

sexta-feira, 23 de março de 2012

o combinado (ferramenta para transição de uma atividade para outra)

Dia desses uma talentosa educadora e amiga me contou que usou uma ferramenta de transição que aprendeu em nossa casa.

Sem demora, pedi que escrevesse e assim compartilhássemos com Mamãe e Simpatizantes.


Dificilmente as crianças têm limites naturais, como horários para acabar alguma brincadeira, por exemplo.

Para isso há o método do “combinado”.

É muito simples, consiste em, antes de encerrar qualquer tipo de atividade, avisar a criança de que é preciso iniciar outra coisa e, para isso, acabar com a anterior. É preciso avisar ao pequeno o que determinará o fim daquela atividade e, por conseguinte, fazer o combinado.

Vamos ao exemplo:
O banho está muito divertido, mas logo será preciso tirar a criança para ir à escola. Antes de tirá-la ou fazê-la chorar por fazer algo contra a vontade, explique que será preciso sair, que já está na hora. Diga que vai contar até 30, ou algum outro número que a própria criança escolher e que, depois disso, espera que ela saia do banho. Depois de explicar tudo, olhando bem nos olhos da criança, pergunte: “combinado?” e espere uma resposta bem definida: “combinado.”

Não se satisfaça com “aham”, "sim” ou balanços de cabeça, peça que diga “combinado.”

Não precisa apenas contar. Numa brincadeira de bola, por exemplo, pode-se estabelecer o limite de: “este será o último chute, e então vamos sair.” Ou qualquer outro “combinado”.

É importante ir avisando a criança o quanto antes às atividades, e ir lembrando-a no decorrer, sempre fazendo o combinado. Assim nada será contra a vontade, ela já estará ciente de que aquilo é preciso.


Boa amiga Clara Mariana, é muito bom ter você em nossa equipe!
Receba nosso sincero agradecimento.

quinta-feira, 22 de março de 2012

meu filho cospe em tudo

Outro dia, de manhã uma mãe me perguntou como fazer com o filhinho que cuspia em tudo.

Sabe que eu tinha esquecido como eu fazia?

Só lembrei mais tarde: é simples, basta explicar que lugar de cuspir é no vaso sanitário.

Em vez de encher a criança de NÃO (não pode isso, não pode aquilo), canalize o ato ao local certo, no caso o banheiro.

Fale com firmeza, olhando nos olhos da criança:
              "Lugar de cuspir é no vaso sanitário."

E acompanhe a criança ao banheiro. Concluída a operação, dê o laço final dizendo:
              "Muito bem, você cuspiu no local certo. Bom trabalho, Marcos."

Agora que temos o blog, não corremos o risco de perder esta boa ferramenta de canalização de hábitos de nossos pequenos.

leia também:
não limpe o nariz na manga da camisa
hora de guardar os brinquedos
vai deixar sua criança com alguém? como fazer
permita que o pai seja pai
meu filho não toma água
estou com pouco leite - amamentação

terça-feira, 20 de março de 2012

como elogiar e como chamar a atenção

"Muito bom Rafael, você encontrou sua boca!
Muito bom trabalho!"
o elogio

Sempre que elogiar, procure elogiar a tarefa e não a criança.

Existe uma diferença entre dizer "você é CAPAZ, ao invés de você é DEMAIS".

Por exemplo : "Muito bem Marina, você fez um bom trabalho saindo sozinha do bebê conforto!"

Ou seja, evite dizer : "Você é linda, ou você é inteligente, ou você é demais!"

Quando você elogia a criança, ao invés da tarefa, você cria espaço para a criança se achar demais e se bastar nisso, estagnar nisso.

Cria espaço para ela empinar o nariz, achar que já chegou à perfeição e que não tem mais nada para aprender, para desenvolver, para crescer.

Quando você elogia o trabalho ou a tarefa, a criança vai aos poucos captar a mensagem de que é com muito trabalho, com muito esforço, com muito uso da vontade que vai poder lapidar-se um ser humano melhor.

para chamar a atenção

Perceba também que para chamar a atenção o comando se inspira no que ela deve fazer e não, no que ela não deve fazer.

Um colaborador deu um bom nome a isso : "comando assertivo". Assim, dê ordens do tipo "ANDE devagar" ao invés de "NÃO corra".

Quando precisar chamar a atenção, evite falar o nome da criança.
"Menina, fique tranquila, a mamãe já está chegando." ou invés de "Marina, não chore!"

Use o nome da criança para os elogios e boas notícias. Assim, logo logo teremos uma princesinha que gosta do nome que tem.

"Parabéns Sofia, tocou a música muito bem!"

Ao colaborador "assertivo" minha profunda gratidão.
É uma grande honra, um grande privilégio poder acessar sua maneira assertiva de educador.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

a força do exemplo

oi queridos

compartilho de vídeo que fala da força do exemplo



http://www.youtube.com/watch?v=KFBKSLH3ZaM

veja também "hora de guardar os brinquedos"
______________

Rose Kadoya
receba meu agradecimento (e admiração) por ter compartilhado desta pérola conosco
Patricia

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

buscando a autonomia da criança - vídeo inspirador

Compartilho de vídeo que a diretora de uma escola infantil passou na abertura da reunião de pais, sublinhando a importância de permitirmos que as nossas crianças busquem a autonomia.
Superprotegê-las pode ser , na verdade, desprotegê-las.

http://www.youtube.com/watch?v=SbmdcxLa8Ec