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sexta-feira, 20 de abril de 2012

vossos filhos não são vossos filhos

Tem horas que diante de nossos pequenos, ficamos em dúvida de que caminho tomar, que opção escolher, como fazer.

Compartilho com vocês, queridos Mamães e Simpatizantes de um poema  de Gibran Khalil Gibran  que já me é mais que isso, é um código de conduta.

Quando você estiver em dúvida, releia este poema de coração aberto e o caminho verdadeiro saltará aos seus olhos como neon multicolorido em forma de ⤜flecha⤅ apontando "é por aqui!"


"Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."


Gibran Khalil Gibran - do livro O Profeta

Á boa amiga Jucimara R Ott,
agradeço por ter me apresentado
à este poema

quarta-feira, 18 de abril de 2012

conexão pai e filho

É normal que o pai só se sinta pai a partir do momento em que pegar o filho no colo.

o tripé

O tripé pai+mãe+filho é um imagem que devemos ter sempre em mente e que resulta numa criança segura e completa.

A energia paterna é diferente da energia materna. Estas energias não são concorrentes. São complementares.

Atividades a três, com um astral harmônico é uma referência importante para a criança. Quando eu falar filho estarei me referindo tanto aos meninos como às meninas.

seu relacionamento com o pai do seu filho

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ainda que você não esteja morrendo de amores pelo pai de seu filho, lembre que, no mínimo por respeito, o foco é a criança.

Separe as coisas. Se o relacionamento não é tão “fluido” como você idealizava, a criança não tem culpa disso e não precisa carregar esse fardo, que é, no final das contas, algo que o cavalheiro e a dama devem resolver com respeito mútuo.

Pode ser desafiante localizar, mas o pai de seu filho possui virtudes, atributos que só ele tem. Identifique estes atributos e compartilhe da admiração destas virtudes com a criança.

Nunca fale mal do pai para a criança. Nunca. A criança precisa de referências positivas.

As referências negativas desfilarão em abundância e a vida se encarrega disso.

Mesmo que a criança identifique as “ mancadas” que o pai deu, mostre imediatamente algo que o pai da criança tem de bom ou fez de bom. Depois, em particular, sem a criança por perto, conte ao pai o que a criança viu e comentou sobre ele. Este feedback sincero e respeitoso (não fale com a mão na cintura e dedo apontando pro nariz do cavalheiro então!) ajuda bastante. Os pais costumam se preocupar bastante com a imagem que a criança tem deles.

auxiliando na conexão

A mãe pode e deve auxiliar para que a conexão do pai com o filho se estabeleça já no momento intra-uterino e se fortifique.

Na gestação, esta relação é ainda muito virtual ou “não-palpável”, mas se você perceber e mostrar ao seu cavalheiro que o narizinho que aparece na ecografia é igualizinho ao do papai, estará antecipando o processo. Mas tem que ser verdade, ou a coisa ainda se volta contra você. Quando o pai estiver distante, mostre uma foto onde seja fácil de identifica-lo e que ele esteja com cara boa, mostre pro bebê , sorria olhando nos olhos da criança e fale devagar, como quem dá uma boa notícia:

_"Papai Eduardo".

Mesmo que o pai não pergunte, compartilhe das novidades da criança, fale das pequenas conquistas e também das dificuldades e pontos a trabalhar que você tem identificado. Se possível, promova atividades agradáveis e que possam pai e filho ficar sozinhos, desenvolvendo uma cumplicidade sadia.

vamos a um exemplo prático

A mamãe percebeu que o menino de 3 anos estava mostrando receio de dormir no escuro.

Quando o papai chegou do trabalho, em particular ela contou a ele e montaram um plano:
  • ela daria o banho no menino
  • colocaria ele na cama
  • e o papai ficaria ao lado do menino passando ferramentas de coragem e acompanhando o adormecer
Quando a mamãe entregou o menino ao pai no quarto, este logo promoveu um tour no local para que , enquanto a luz estava acesa, ele visse que não havia nada de diferente embaixo da cama, nem atrás da porta, nem sobre o armário. Passou tranquilidade e segurança à criança e antes de apagar a luz, pediu pro menino escolher um brinquedo amigo para dormir com ele. O menino escolheu uma espada de plástico verde (rsrsrsrs).

O pai presente repetiu o processo por algumas noites seguidas e assim a coisa se resolveu.



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não limpe o nariz na manga da camisa

hora de guardar os brinquedos

segunda-feira, 16 de abril de 2012

permita que o pai seja pai

Niguém vai cuidar de sua criança como você.
Isso é um fato.
O instinto maternal escuta o que ninguém escuta.
Vê o que ninguém vê.
Está, na verdade , adiante do ver. Tem o dom do prever.
Só uma mãe falando pra outra mãe pra saber o que é isso.


O pai pode te devolver a criança :
. mal alimentada, por que a criança disse que não queria e a coisa ficou por isso mesmo, rsrsrsrs
.com uma fralda que vazou porque foi mal colocada
. com o peito molhado porque não soube administrar o copo


Mas peço que considere o todo.
Considere que a criança e o pai pelo menos tiveram um momento só deles.
Considere que o elo que os une foi fortalecido pela força da cumplicidade.
Considere que a energia que o cavalheiro compartilha com a criança é diferente da sua.
Estamos falando de energias complementares .
Energia de damas e energia de  cavalheiros. Estas energias não são concorrentes.


 Vou contar um caso.
Uma mãe me segredou horrorizada que numa tarde de sábado, programou um momentinho para si.
Contou com o apoio do marido, que levaria o pequeno Paulo (6 meses) para dar uma volta:
- Acredita que o pai da criança saiu sem a bolsa (que tinha material para troca de fralda, roupa extra e mamadeira)? Mas levou a criança. Ufa!
Sim, isso é um horror, mas o fato é que a criança sobreviveu à tarde daquele sábado.
E a mamãe pôde pelo menos fazer as unhas e dar uma repaginada nos cabelos.


Mais um caso.
Outra mãe  me contou que descobriu, no final da tarde de domingo, que o pai e o filho de 3 anos tinham se divertido a valer na ausência dela.
Perguntando detalhes, descobriu o único alimento que o pequeno tinha ingerido : um pacote de pipoca , daqueles cor de rosa.
Baixou a cabeça , foi pra cozinha e preparou rapidamente algo com mais “sustância“ para o pequeno, que cansado já estava quase adormecendo.
Precisava que o pequeno comesse urgente ou acordaria de madrugada com fome e isso não seria legal.
Apagado o incêndio ponderou que esse tipo de ” não-alimentação” não era a regra, era a excessão e por isso, o menino sobreviveria e que ela tinha passado um domingo revigorante.


E por fim...
Certa vez tirei alguns minutinhos para observar a movimentação no fraldário de um shopping movimentado.
São muitos papais dando conta do recado sozinhos. Temos uma nova geração de papais.
Eles trocam fralda, higienizam a criança (da maneira deles, mas tentam), aquecem mamadeira e tudo o mais.

De espaço para que o pai que existe dentro de seu companheiro floresça (mesmo que você já não esteja morrendo de amores por ele).

Perceba que eles não nascem prontos como você (rsrsrsr).  Eles precisam de algumas instruções básicas e resumidas. Em geral os cavalheiros não gostam de longas e detalhadas explanações.

Sua criança merece. E pra te inspirar, recomendo o filme Duet - Vem Cantar Comigo ( com Gwyneth Paltrow, Huey Lewis )  que conta a estória da moça que encontra seu pai.

leia também:
.conexão pai e filho