
Nem fazia idéia que isso existia.
Era o mesmo que pagar o papel higiênico à parte quando me hospedasse num hotel.
Prá me acalmar, pensei : o negócio é baixar a cabeça e trabalhar pra pagar as contas, inclusive a do tal material didático.
Naquela mesma semana, meu filho encontrou o pote de pó de café na mesa da cozinha.
Já estava tomada de um impulso de arrancar aquilo da mão do menino antes que acontecesse o pesadelo de ter que limpar pó de café por tudo .
Algo me parou.
Lembrei de quanto tinha pago no pó de café (R$7.80) e que estava barato, em relação ao material didático da escolinha.

Assim,redirecionei a coisa de modos que salvei metade do pote e a outra metade acomodei numa bacia (que limitava o espaço da sujeira) e dei pro menino brincar.
Ele fez montanha de pó de café, pista de corrida de pó de café para seus carrinhos, enfim, se acabou de brincar naquele micro mundo : a bacia com pó de café.
Estamos numa vida onde tudo é de plástico.
Tudo é liso, esterilizado, previsível. Sem cheiro. Sem graça.
Permita que a criança experimente outras texturas, outros aromas.
Que a criança possa curtir a casa onde mora.
Que transforme o armário sob a pia da cozinha em vagão de trem, que transforme nossas panelas em bateria de banda de rock.
É o caso de treinar um pouco o desapego, eu sei.
Permita que a criança curta estar perto de você. Nem vai ser tão caro quanto o material didático da escolinha, né?
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